Cansado de recusar originais que não tinham nada de originais, Rob W. Hart, um autor e editor norte americano, escreveu os 10 clichês narrativos devem parar de ser usados. O Tio Nitro traduziu e resumiu bem, mas o artigo completo explica: 1) por que é tão fácil cair nessas armadilhas, e 2) quais os principais motivos delas estarem tão por fora.
O Luiz explica com fluidez e eloquência a opinião que eu sempre engasgo em manifestar quando surge o assunto “escrever por dinheiro” num papo entre escritores.
Literatura é sim um produto. Entretanto, vale destacar que literatura não é apenas um produto.
Quando eu ajudei meu editor a entender isso, nossa relação melhorou demais. Melhorou tanto que hoje eu não só presto consultoria como assessor de marketing, vendas e produto para a Terracota como fui contratado como editor-assistente.
A questão é a seguinte, eu adoro literatura, desde Guimarães Rosa, Charles Dickens e Machado de Assis até Stephen King, Terry Pratchett e Tom Clancy (também leio Harry Potter sem dó). Sou apaixonado por boas estórias e enredos.
Eu também adoro criar, então, vira e mexe me dá uns comichões de querer escrever alguma coisa… fico pensando se escrever contos é um bom começo. O que vc me diz?
Oi Thiago.
O passo mais importante você já executa: lê bastante. Isso é ótimo. prova disso é o português do teu comentário. Uma pergunta bem construída com palavras legais e referências bacanas. Dá pra sentir até a sua postura no texto.
Nessa etapa inicial onde estamos apenas projetando idéias — chamada de concepção — o mais importante é apenas produzir.
Não “pense” em escrever conto, romance, poesia nem nada disso. Vai te limitar.
A Emma Coats trabalhou na Pixar — o estúdio de animação favorito de 11 entre cada 10 Aprendizes de Escritor. Aí ela twittou 22 regras valiosas que aprendeu durante seu tempo no estúdio de animação.
Eu sei, faz quase um ano já — eu jurava que tinha postado aqui! Só que não. E são exercícios incríveis para quem se interessa em contar histórias ou escrever roteiros. Leia mais »
Escrever bonito é uma merda. Não queira esse elogio de ninguém. Loa tipo essa: você escreve tão bem. Você nos toca. Ave nossa! Fuja dessa mentira. Dessa falácia! Não procure palavras gloriosas. Maquiagens pesadas. Botox nas frases. Bom é verbo velho. Enrugado. O peso exato de cada parágrafo. Nem mais nem menos. Fique longe, sempre digo, de qualquer sentimento. Releia, agorinha, aquele seu conto. Ponto por ponto. Se, aqui e ali, você parar a leitura para suspirar. Jogue fora o suspiro. Tudo que for adjetivo elevado. Enganoso. Xô, ao lixo! Não presta para a poesia o que é cerimonioso. Solene. Também não invente termos acadêmicos. Gregos pensamentos. Arrodeios na língua. Lembre-se: todo livro nasce falido. Raquítico. Você critica tanto o discurso político. E faz o mesmo na hora de escrever. Usa gravata para parecer ser. E não fica sendo, nem um tiquinho, parecido com você. Esta pobre imagem que avistaremos no espelho. Antes de morrer. Nosso! Faz tempo que eu não falava assim tão bonito. Que merda! Pode crer.
Minha admiração pelo Bráulio Tavares fratura limites. Escritor, poeta, compositor, roteirista e crítico, é uma enciclopédia viva sobre literatura fantástica nacional. Ouvir esse cara falar da produção sci-fi de Guimarães Rosa durante a Fantasticon foi transcendental. Hoje ele postou oito dicas que um escritor gringo, o Mark Savras, elaborou depois de ser jurado de um concurso para romancistas estreantes. Saca só. Leia mais »
Muita gente me escreve pedindo indicações de oficinas e cursos, pois na semana que vem começa uma oportunidade que Aprendiz de Escritor nenhum pode perder.
Eu já perdi as contas de quantas vezes eu recomendei as literatices do Marcelino Freire por aqui.
Ganhador do prêmio Jabuti por Contos Negreiros, organizador da Balada Literária e um dos Mestres mais competentes com que eu já travei letras, essa oficina foi uma das que mais me destravou parágrafos ladeira abaixo. A energia do Marcelino é contagiante.
Pra melhorar ainda mais, os melhores textos produzidos durante essa oficina serão reunidos numa coletânea e publicados pela editora Terracota!