Aprendiz de Escritor

Uma letra de cada vez...

Aprendiz de escritor tem que cursar letras?

outubro20

Drummond fez Farmácia.

Guimarães fez Medicina.

Lygia Fagundes fez Direito.

Willian Falukner não tinha diploma do secundário.

Raduan Nassar cursou Direito e Filosofia.

Cicciolina fez Pornôs.

Para gostar de literatura é necessário uma dose de não-literatices.

Marcelo Maluf, por email.

À lista de contrastes, vale acrescentar o currículo da Bruna Surfistinha e, lógico, do Padre Marcelo.

Sem ironia.

Mesmo.

Dica gozada para aprendizes maiores de idade!

agosto10

Direto de um bate papo por email com uma das criaturas literárias mais interessantes que eu conheço:

Adoro essas fórmulas [de escrita] que para pouco servem.

Eu trepo, trepo e, enquanto fumo meu cigarrinho pós, sempre tenho um caderninho perto para anotar as ideias que vêm com o gozo.

Gozado, né?

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“Bons leitores e bons escritores” por Vladimir Nabokov

julho18

“Uma noite, numa faculdade provincial distante na qual aconteceu de eu estar ministrando uma longa turnê de palestras, sugeri uma breve sabatina — ofereci dez definições sobre leitores, a partir das quais os alunos tinham que escolher quatro que se combinariam para formar um bom leitor. Acabei perdendo a lista, mas até onde me lembro foi algo assim.”

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Comece a escrever hoje

junho30

Tara Moss

Escreva. Comece a escrever hoje. Comece a escrever agora. Não escreva direito, apenas escreva — depois você vai corrigir. Permita-se a liberdade mental de desfrutar o processo, porque o processo da escrita é um processo longo. Desconfie de “regras de escrita” e conselhos literários. Faça do seu jeito.

— Dica preciosa de ninguém menos que a deliciosa Tara Moss, escritora de bestsellers criminais internacionais, palestrante e top model. Peguei lá no Advice to Writers.

Você pode me ignorar o quanto quiser, mas vai ter coragem de não dar ouvidos a essa gata? :D

É ou não é a beleza a serviço das letras? :D

Você tem um compromisso com a mentira

fevereiro10

Rick BassÉ o dever da mente. Mentalizar, “mentar”, mentir.

Há uma enorme diferença entre ser um escritor de histórias ou uma pessoa comum. Como pessoa, você se compromete em manter a linha e até vacilar, mas sem sair por se debulhando em lágrimas pelas ruas, sem arrancar os motoristas grosseiros pela janela de seus carros, sem se balançar pelos galhos das árvores no caminho. Como escritor, é sua obrigação mentir e ver tudo na vida, ainda que ultrajante, como uma possibilidade interessante. Você pode precisar de ser impiedoso ou amoral em sua escrita para ser original. Contar uma história cruamente saída da vida real é apenas ser um repórter, e não um criador. Você tem que fazer a sua história maior, melhor, mais mágica, mais significativa do que a vida é, não importa o quão especial ou maravilhoso esse momento pode ter sido na vida real.

Citação de Rick Bass, escritor e ativista ambiental americano.

Porque, antes de tudo, escrevo para mim

fevereiro1

Escrever, como ler, tem que ter, para mim, um componente de prazer estético, tem que ser um desafio intelectual. Porque, antes de tudo, escrevo para mim, escrevo histórias que gostaria de ler. Penso que uma história, para convencer o leitor, tem antes, necessariamente, que convencer o autor. Se me convenço de sua necessidade, se o que tento passar me comove esteticamente, talvez eu possa então comover o leitor, porque pode ser que haja ali uma verdade.

Passando rapidinho só pra deixar essa passagem do Ruffato que li na feérica coluna da Eliane Brum dessa semana.

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Sobre romances e maratonas

janeiro19

“Escrever um romance é como correr uma maratona. É preciso ser metódico. Deixe de fazê-lo por um único dia e perderá o ritmo.”

Paul Auster, escritor norte-americano.

Pura verdade. Durante um desafio no final do ano passado, descobri que escrever um romance é como puxar líquido pelo canudinho. Se você pára, tem que retomar do começo.

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A necessidade de supercompetência atrapalha sua criatividade?

outubro26

“Sinto-me até certo ponto orgulhoso por não ser um romancista profissional, por ser aparentemente um eterno amador. Não quero ser o sujeito supercompetente.”

Jonathan Franzen, escritor norte-americano finalista do Pulitzer em 2002 e autor do recém aclamado Freedom.

O título do blog explica: travo uma batalha eterna contra o que eu gosto de chamar de “senso de superfeição”. No meu caso, vivo me pegando exagerando na pesquisa ou me perdendo entre as leituras interessantes que ela rende durante o tempo que devia consumir escrevendo. Depois, não consigo parar de escrever  e acabo exagerando no horário, ficando acordado até tarde ou até virando direto.

Minha dica é…
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As vezes não é sobre entender, basta sentir

setembro3

Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: a minha mãe tocava-as ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.

Isto é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a história.

— Rubem Alves, em O prazer da leitura.

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Quem é que vive sem ele? Ou sem ela?

agosto28

O papel da fantasia é manter o desejo vivo (…)

Contardo Calligaris, em entrevista à revista Veja

Subliteratura né? Sei.

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