Aprendiz de Escritor

Uma letra de cada vez...

5 Dicas jurássicas (e 1 escolha terrível) para escritores com bloqueio criativo

agosto28
  • Chico Buarque gosta de andar e arejar a cabeça.
  • Mark Millar lê a página de política.
  • Fernando Gonzalez coloca um despertador sobre a TV e a assiste normalmente, zapeando, Discovery, FX, Cartoon, Animal Planet, etc. Quando o relógio toca, ele anota a primeira coisa que vier à cabeça.

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“Lave-Letras”

agosto17

Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.

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A Kind of Magic

agosto13

O que não é literatura para você?

Palavrórios gangrenados ou catatônicos. Verborragias inestancáveis. Mentiras mal disfarçadas. Em contraposição, o que é literatura? Uma forma de milagre, de magia, de encantamento.

— Nelson de Oliveira, em entrevista a Claudio Brites

Eu bem que desconfiava. Só podia ser um tipo de magia. 

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Mercado: O vilão literário?

agosto10

O mercado, sempre em busca de um filão rentável, seria o grande vilão da literatura?

Não acredito que seja um problema criado pelo mercado. Na verdade, a literatura não escapa da síndrome da celebridade. Muitos autores buscam apenas celebrizarem-se como escritor, atendendo a um exercício de vaidade.

— Mario Sabino, em entrevista a Ubiratan Brasil Leia mais »

Eco, Dante vs. “Miguxês” e a famosa SSH¹

maio10

Mais uma do Mestre Eco — escritor, semiólogo italiano e um dos Merlins da Literatura — num texto que foi publicado pela Folha de São Paulo, no caderno Mais do dia 18 de Fevereiro de 2001 e já tinha passado por aqui antes, mas do qual achei pertinente destacar mais esse pedacinho:

A língua vai para onde quer, mas é sensível às sugestões da literatura. Sem Dante não teria existido um italiano unificado. (…)

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Realidade Fabulosa

abril28

Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: ‘Era só um conto de fadas…’ E a gente sorri de si mesma. Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida.

— Antoine de Saint-Exupéry

Esse eu roubei da Olga, minha “ídola” com pinta (ou seria “tinta”) de Neil Gaiman!

Quem dera eu tivesse tido professores de português como ela… :-)

Partituras Literárias

abril23

Podemos fazer afirmações verdadeiras sobre personagens literários porque o que lhes acontece está registrado em um texto, e um texto é como uma partitura musical. É verdade que Anna Karenina se suicida, assim como é verdade que a “Quinta Sinfonia” de Beethoven foi escrita em dó menor (e não em fá maior, como a “Sexta”) e se inicia com “sol, sol, sol, mi bemol”. Mas certos personagens literários, não todos, acabam saindo do texto em que nasceram e migrando para uma região do universo muito difícil de delimitar.

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Contardo Calligaris vs. Retórica Tupiniquim

abril9

É uma escrita que não procura adornar-se. O português é uma língua muito afeta aos derramamentos verbais, às filigranas barrocas, à retórica…

Sim, ainda mais no Brasil, onde há a tradição do bacharelado de direito, da oratória jurídica e religiosa. E nisso me ajuda o fato de ser um estrangeiro, e de minha escrita ter a influência do inglês, uma língua que gosta de frases curtas e de uma certa clareza. Isso me dá uma grande liberdade ao escrever em português. (…) De qualquer forma, é um desafio e tanto tentar escrever um livro que se aproxime do grau zero de retórica na escrita.

— Contardo Calligaris em entrevista para a TOP Magazine #123

Abracadabra

abril2

Não há maneira melhor de transmitir informação densa do que por meio de uma história. Por isso elas têm poder. E os livros incorporam esse poder. Cada livro lido nos muda. Passa a fazer parte da nossa história pessoal. A sequência das obras lidas por cada um é única, pessoal e intransferível.

— André Forastieri

Gilka Girardello

As histórias não devem ser apenas recursos de fantasia para preencher horas de tédio. Desde o início da humanidade, as histórias têm sido usadas – por sacerdotes, menestréis, curandeiras – como mágicos recursos capazes de ajudar as pessoas a lidar com problemas insolúveis e realidades insuportáveis.

— Gilka Girardello

Resquício Honesto

março10

Ninguém sabe quais serão os caminhos do nosso futuro digital. Os livros são das poucas coisas da nossa vida que hoje em dia são honestas, no sentido em que são exclusivamente pagos por quem os lê, não têm publicidade e os editores pagam aos autores, permitindo-lhes viver da escrita. Ninguém sabe por quanto mais tempo isto irá ser possível.

— Desidério Murcho, UFOP

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