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Comece a escrever hoje

Tara Moss

Escreva. Comece a escrever hoje. Comece a escrever agora. Não escreva direito, apenas escreva — depois você vai corrigir. Permita-se a liberdade mental de desfrutar o processo, porque o processo da escrita é um processo longo. Desconfie de “regras de escrita” e conselhos literários. Faça do seu jeito.

— Dica preciosa de ninguém menos que a deliciosa Tara Moss, escritora de bestsellers criminais internacionais, palestrante e top model. Peguei lá no Advice to Writers.

Você pode me ignorar o quanto quiser, mas vai ter coragem de não dar ouvidos a essa gata? 😀

É ou não é a beleza a serviço das letras? 😀

Você tem um compromisso com a mentira

Rick BassÉ o dever da mente. Mentalizar, “mentar”, mentir.

Há uma enorme diferença entre ser um escritor de histórias ou uma pessoa comum. Como pessoa, você se compromete em manter a linha e até vacilar, mas sem sair por se debulhando em lágrimas pelas ruas, sem arrancar os motoristas grosseiros pela janela de seus carros, sem se balançar pelos galhos das árvores no caminho. Como escritor, é sua obrigação mentir e ver tudo na vida, ainda que ultrajante, como uma possibilidade interessante. Você pode precisar de ser impiedoso ou amoral em sua escrita para ser original. Contar uma história cruamente saída da vida real é apenas ser um repórter, e não um criador. Você tem que fazer a sua história maior, melhor, mais mágica, mais significativa do que a vida é, não importa o quão especial ou maravilhoso esse momento pode ter sido na vida real.

Citação de Rick Bass, escritor e ativista ambiental americano.

Porque, antes de tudo, escrevo para mim

Escrever, como ler, tem que ter, para mim, um componente de prazer estético, tem que ser um desafio intelectual. Porque, antes de tudo, escrevo para mim, escrevo histórias que gostaria de ler. Penso que uma história, para convencer o leitor, tem antes, necessariamente, que convencer o autor. Se me convenço de sua necessidade, se o que tento passar me comove esteticamente, talvez eu possa então comover o leitor, porque pode ser que haja ali uma verdade.

Passando rapidinho só pra deixar essa passagem do Ruffato que li na feérica coluna da Eliane Brum dessa semana.

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A necessidade de supercompetência atrapalha sua criatividade?

“Sinto-me até certo ponto orgulhoso por não ser um romancista profissional, por ser aparentemente um eterno amador. Não quero ser o sujeito supercompetente.”

Jonathan Franzen, escritor norte-americano finalista do Pulitzer em 2002 e autor do recém aclamado Freedom.

O título do blog explica: travo uma batalha eterna contra o que eu gosto de chamar de “senso de superfeição”. No meu caso, vivo me pegando exagerando na pesquisa ou me perdendo entre as leituras interessantes que ela rende durante o tempo que devia consumir escrevendo. Depois, não consigo parar de escrever  e acabo exagerando no horário, ficando acordado até tarde ou até virando direto.

Minha dica é…
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As vezes não é sobre entender, basta sentir

Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: a minha mãe tocava-as ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.

Isto é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a história.

— Rubem Alves, em O prazer da leitura.

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5 Dicas jurássicas (e 1 escolha terrível) para escritores com bloqueio criativo

  • Chico Buarque gosta de andar e arejar a cabeça.
  • Mark Millar lê a página de política.
  • Fernando Gonzalez coloca um despertador sobre a TV e a assiste normalmente, zapeando, Discovery, FX, Cartoon, Animal Planet, etc. Quando o relógio toca, ele anota a primeira coisa que vier à cabeça.

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“Lave-Letras”

Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.

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A Kind of Magic

O que não é literatura para você?

Palavrórios gangrenados ou catatônicos. Verborragias inestancáveis. Mentiras mal disfarçadas. Em contraposição, o que é literatura? Uma forma de milagre, de magia, de encantamento.

— Nelson de Oliveira, em entrevista a Claudio Brites

Eu bem que desconfiava. Só podia ser um tipo de magia

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