agosto13
O que não é literatura para você?
Palavrórios gangrenados ou catatônicos. Verborragias inestancáveis. Mentiras mal disfarçadas. Em contraposição, o que é literatura? Uma forma de milagre, de magia, de encantamento.
— Nelson de Oliveira, em entrevista a Claudio Brites
Eu bem que desconfiava. Só podia ser um tipo de magia. 
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agosto10
O mercado, sempre em busca de um filão rentável, seria o grande vilão da literatura?
Não acredito que seja um problema criado pelo mercado. Na verdade, a literatura não escapa da sÃndrome da celebridade. Muitos autores buscam apenas celebrizarem-se como escritor, atendendo a um exercÃcio de vaidade.
— Mario Sabino, em entrevista a Ubiratan Brasil Leia mais »
maio10
Mais uma do Mestre Eco — escritor, semiólogo italiano e um dos Merlins da Literatura — num texto que foi publicado pela Folha de São Paulo, no caderno Mais do dia 18 de Fevereiro de 2001 e já tinha passado por aqui antes, mas do qual achei pertinente destacar mais esse pedacinho:
A lÃngua vai para onde quer, mas é sensÃvel à s sugestões da literatura. Sem Dante não teria existido um italiano unificado. (…)
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abril28
Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: ‘Era só um conto de fadas…’ E a gente sorri de si mesma. Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida.
— Antoine de Saint-Exupéry
Esse eu roubei da Olga, minha “Ãdola” com pinta (ou seria “tinta”) de Neil Gaiman!
Quem dera eu tivesse tido professores de português como ela…
abril9
É uma escrita que não procura adornar-se. O português é uma lÃngua muito afeta aos derramamentos verbais, à s filigranas barrocas, à retórica…
Sim, ainda mais no Brasil, onde há a tradição do bacharelado de direito, da oratória jurÃdica e religiosa. E nisso me ajuda o fato de ser um estrangeiro, e de minha escrita ter a influência do inglês, uma lÃngua que gosta de frases curtas e de uma certa clareza. Isso me dá uma grande liberdade ao escrever em português. (…) De qualquer forma, é um desafio e tanto tentar escrever um livro que se aproxime do grau zero de retórica na escrita.
— Contardo Calligaris em entrevista para a TOP Magazine #123
março10
Ninguém sabe quais serão os caminhos do nosso futuro digital. Os livros são das poucas coisas da nossa vida que hoje em dia são honestas, no sentido em que são exclusivamente pagos por quem os lê, não têm publicidade e os editores pagam aos autores, permitindo-lhes viver da escrita. Ninguém sabe por quanto mais tempo isto irá ser possÃvel.
— Desidério Murcho, UFOP
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