João e seu pé de feijão

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Os 11 mandamentos de Henry Miller
“6 Dicas para Escrever Livros” por Leandro Radrak
Além do RPG, eu partilho outra paixão com o Leandro: a escrita. Felizmente, nessa (e só nessa, hehehe) ele já está a anos-luz de um aprendiz. Já publicou uma trilogia de alta fantasia chamada “O legado de Goldshine” e acabou de finalizar Garras de Grifo, seu primeiro livro solo de low fantasy.
Nesse tempo de estrada, o Leandro encarou várias pedreiras e publicou 6 dicas pra facilitar os passos de quem, assim como eu, está se preparando pra estrear no universo das letras. Confira.
Oficina de Narrativa Multimídia é sábado agora!
A minha oficina começa às 13h45 e vai até as 16h30 no laboratório de informática da Universidade. Vamos brincar um pouco com as possibilidades narrativas que a multimídia oferece e começar a tecer nossas palavras usando a teia da web!
Vejo vocês por lá?
O Encontro Prática de Escrita acontece informalmente desde 2001, mas há cinco anos o evento ganhou periodicidade e formato e vem se tornando parte da agenda de quem gosta de literatura.
O principal objetivo do encontro é reunir pessoas que não só apreciam a literatura, mas também tudo que circunda a prática de escrita literária.
A programação é dividida em dois tempos, o primeiro gira em torno das mesas com palestrantes, que discorrem sobre assuntos que permeiam o universo literário; o segundo tempo é das oficinas de estudo e criação.
Pelo evento já passaram nomes como: Milton Hatoum, Marcelino Freire, Cadão Volpato, Nelson de Oliveira, Raphael Draccon, Roberto de Souza Causo, Edson Cruz, Eric Novello entre outros.
Sobre Neil Gaiman, pirataria, velhos mestres e novas magias
Achei esse vídeo no meio de um dos ótimos quebra-paus debates que o Tibor está propondo lá no blog dele. O segundo, para ser mais exato, sobre merchan e ebooks. Nele, um jornalista faz uma pergunta ao Gaiman sobre a pirataria de livros na web.
Prova de que eu não escolho meus ídolos a toa, o Gaiman transcende a pergunta e traz o seguinte argumento “o inimigo não é a idéia que as pessoas estão lendo livros de graça pela internet, o inimigo são as pessoas que não lêem”.
A livre circulação de cultura arruína com muitos modelos de negócio existentes, mas ela vai além disso. O surgimento dessa tendência como um desdobramento natural, fruto dessa aparente sede de cultura — uma evolução da sede de entretenimento talvez? — já dá indícios claros que não só os mercadores culturais terão muito trabalho pela frente redesenhando seus contratos.
Aqui é onde eu ouso ir além do Gaiman: a minha tribo não é das pessoas que lêem. A minha tribo é a das pessoas que jogam, experimentam, descobrem e vivem.
17 Dicas do Mario Persona para escrever um livro bacana (e +3 dicas minhas e suas pra completar 20)
Tirando as piadinhas meio nhé, o vídeo traz algumas dicas bacanas (e outras mais babacas e repetitivas).
Listei um resumo abaixo, destacando e comentando as que eu mais gostei. No vídeo ele estraga comenta todas.
2012: A Profecia Maia & O Futuro do Aprendiz de Escritor
O título é apocalíptico, mas esse post tem tanta notícia boa que chega a me dar coceira no nariz de tanta alegria.
Semana passada, divulguei aqui minha estréia como palestrante no II FECON. Lá, sucedi um dos cabeças do movimento cyberpunk, liderando junto ao meu guru Nelson de Oliveira um debate sobre as tendências da arte e do mercado de literatura capitaneado por Claudio Brites. Tudo isso dentro de uma das maiores universidades brasileiras, então é lógico que a palestra estava cheia — salas de engenharia à jornalismo, de bichos à veteranos. Lógico que, de tão nervoso que eu estava, passei mal durante o dia e até choveu no caminho pra lá.
Escrevendo no frigir dos ovos
O texto abaixo chegou até mim anônimo. Impossível não dividir com vocês.
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Como viver de literatura?
O sonho de todo escritor é viver exclusivamente de sua produção literária, mas nem sempre isso é possível.
Junte-se aos Escritores de Quinta, um coletivo literário que se reúne mensalmente no Sesc Pinheiros, para discutir essa questão: é possível viver de literatura?

Os Escritores da Quinta se reúnem no Sesc Pinheiros, sempre na última quinta-feira de cada mês.
Seja bem-vindo!

Curadoria: Bruno Cobbi, Edson Rossatto e Nelson de Oliveira
Quando: 24/11/2011, das 19h30 às 22h00
Onde: Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – São Paulo – SP
Informações: Tel. (11) 3095-9492
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