Arquivos da categoria: Sobre Ser Escritor

O Segredo revelado: Não escreva para ser publicado. Escreva para escrever.

“Você se preocupa demais com os resultados. Quer muito atingir a publicação. Posso sentir sua frustração e isso não está ajudando em nada. Você vai acabar deturpando demais o processo, escrevendo para audiências específicas ou buscando gêneros e histórias que estejam em alta. Você não deve escrever para ser publicado, isso seria como tentar atingir um alvo em movimento e a falta de paixão vai ficar evidente na sua voz. O processo é tudo — não importa no que você trabalha ou o que você faz na vida, ninguém controla os resultados. A sorte é sim um fator. Ame o processo e entregue-se a ele. Ele é a única coisa que você pode controlar, é a única coisa que vai contentá-lo e, adivinhe só, é a única coisa que pode trazer os resultados que você está buscando. Se e não estiver se contentando com o processo, confie em mim, ser publicado não vai preencher esse vazio. Não estou dizendo que sou apenas um cara de sorte, mas que eu amo o processo de escrever coisas e que o executei por tanto tempo que finalmente o trevo de quatro folhas apareceu, e aqui estou eu.”

Leia o (incrível) texto completo no Medium do autor.

“Desafios de escritor” na Vida Simples

Escritor não nasce pronto. Como alguém pode adivinhar se é destinado para aquilo? Qual é o segredo para deixar uma carreira estável ou um emprego seguro para se enfurnar em escrever e escrever histórias atravessando madrugadas e manhãs secretamente, sem nenhuma testemunha? Trabalhar e trabalhar, longe de uma recompensa imediata. O que faz alguém acordar de manhã e dizer para si mesmo: “Eu sou escritor”?

Matéria de Fabrício Carpinejar na revista Vida Simples com resumo das carreiras de feras como Hatoum e Kiefer.

Aprendiz de… TRANSFORMADOR DO MUNDO!!!

alan-moore

“Nos últimos tempos, creio que os artistas e escritores têm permitido serem vendidos, sendo levados pela maré. Aceitaram a crença dominante de que a arte e a escrita são apenas formas de entretenimento. Não são vistas como forças transformadoras que podem mudar um ser humano e uma sociedade. São vistas simplesmente como entretenimento, coisas com as quais podemos ocupar 20 minutos ou meia hora enquanto esperamos para morrer.”

Alan Moore, no documentário “A Paisagem mental de Alan Moore

A arte fenomenal é do incrível Matt Taylor.

[Perguntas & Respostas] Dá pra começar pela crônica?

A pergunta de hoje veio da Silvia, nos comentários da última postagem dessa série:

Leio de tudo mas gosto mesmo é de crônicas… Dá pra começar por aí? Poderia indicar alguns autores “obrigatórios” que seguem esse estilo literário ou que ajudariam um pretenso autor? Agradeço imensamente!

Oi Silvia.

Dá sim. Na verdade, acredito que hoje em dia isso seja mais comum do que você imagina.

Explico.

Atualmente, a crônica privilegia o jornalismo e sugere um gênero chamado pela crítica literária de “não-ficção”. Esse gênero vem sendo revolucionado pela explosão dos blogs e redes sociais que, nas duas últimas décadas, têm formado inúmeros escritores e leitores. Ou seja, como muita gente começa suas leituras e escritas espontâneas através desses canais,  tem muita carreira literária começando pela crônica.

Adorei sua pergunta porque você já se prontificou a pesquisar o tema antes de sair escrevendo. Eu sempre digo que é preciso ler, no mínimo, o triplo do que se escreve. Aí, pra retribuir caprichando ainda mais na sua resposta, chamei uma amiga que é especialista nesse gênero pra responder sua pergunta.

Com a palavra, a jornalista Nanete Neves.

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10 Clichês para afundar sua história na mesmice

Cansado de recusar originais que não tinham nada de originais, Rob W. Hart, um autor e editor norte americano, escreveu os 10 clichês narrativos devem parar de ser usados. O Tio Nitro traduziu e resumiu bem, mas o artigo completo explica: 1) por que é tão fácil cair nessas armadilhas, e 2) quais os principais motivos delas estarem tão por fora.

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Luiz Ruffato vende a língua

O Luiz explica com fluidez e eloquência a opinião que eu sempre engasgo em manifestar quando surge o assunto “escrever por dinheiro” num papo entre escritores.

Literatura é sim um produto. Entretanto, vale destacar que literatura não é apenas um produto.

Quando eu ajudei meu editor a entender isso, nossa relação melhorou demais. Melhorou tanto que hoje eu não só presto consultoria como assessor de marketing, vendas e produto para a Terracota como fui contratado como editor-assistente.

Boa sorte pra nós! 😀