Sobre Neil Gaiman, pirataria, velhos mestres e novas magias
Achei esse vÃdeo no meio de um dos ótimos quebra-paus debates que o Tibor está propondo lá no blog dele. O segundo, para ser mais exato, sobre merchan e ebooks. Nele, um jornalista faz uma pergunta ao Gaiman sobre a pirataria de livros na web.
Prova de que eu não escolho meus Ãdolos a toa, o Gaiman transcende a pergunta e traz o seguinte argumento “o inimigo não é a idéia que as pessoas estão lendo livros de graça pela internet, o inimigo são as pessoas que não lêem”.
A livre circulação de cultura arruÃna com muitos modelos de negócio existentes, mas ela vai além disso. O surgimento dessa tendência como um desdobramento natural, fruto dessa aparente sede de cultura — uma evolução da sede de entretenimento talvez? — já dá indÃcios claros que não só os mercadores culturais terão muito trabalho pela frente redesenhando seus contratos.
Aqui é onde eu ouso ir além do Gaiman: a minha tribo não é das pessoas que lêem. A minha tribo é a das pessoas que jogam, experimentam, descobrem e vivem.


