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8 Dicas para Romancistas Estreantes

Minha admiração pelo Bráulio Tavares fratura limites. Escritor, poeta, compositor, roteirista e crítico, é uma enciclopédia viva sobre literatura fantástica nacional. Ouvir esse cara falar da produção sci-fi de Guimarães Rosa durante a Fantasticon foi transcendental. Hoje ele postou oito dicas que um escritor gringo, o Mark Savras, elaborou depois de ser jurado de um concurso para romancistas estreantes. Saca só.
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Nosso umbigo é inútil depois do parto (mas mesmo assim ele continua lá)

No Brasil, literatura também é segunda profissão, ou hobby mesmo. Faça as contas: um autor ganha uns três reais por exemplar vendido, e as tiragens aqui raramente passam de 3.000 exemplares. Então, não importa muito sobre o que o escritor brasileiro vai escrever, e muito menos se vai escrever bem. Muito pouca gente vai ler. Dito isso, podemos fazer melhor. Escrever bem é técnica, e escrever divinamente é talento e suor, mas a prova dos nove é escrever sobre a realidade. A pesquisa de Regina explicita que o assunto da ficção brasileira é o umbigo do seu autor, um coroa diletante.

Esse comentário acima é do André Forastieri, um jornalista que bloga no R7. Ele foi feito em cima de uma pesquisa bem polêmica feita pela professora Regina Dalcastagnè sobre etnias, gêneros e profissões entre escritores contemporâneos e seus personagens. A pesquisa provocou reflexão. O comentário deu um panorama bem interessante do atual ressentimento que a indústria cultural está vivendo.

Entretanto, é um ponto de vista (e de reflexão) obrigatório para qualquer Aprendiz de Escritor. Será que esse predomínio branco, heterossexual, diplomado, cinquentão é tão alienado assim da realidade onde vivem nossos escritores? Será um retrato tão fiel ou infiel da nossa geração cultural? Será ele tão demoníaco? Faça suas preces, veja o infográfico lá no Tumblr e deixe seu comentário aqui embaixo.

Ah! Uma dica: não caia na armadilha de confundir o “escrever sobre a realidade” com literatura engajada, marginal ou qualquer coisa do tipo. Escrever sobre a realidade é escrever na realidade. Imerso nela, com e sem vendas nos olhos, com e sem máscaras diante dos demais. Ciente do torpor, mas inevitavelmente mergulhado nele.

[CARTAS] “Ei, Bruno, lê um texto meu?”

Esse pedido é muito comum. O pessoal se identifica com o blog e me procura por email ou Facebook pra que eu leia algo produzido por eles e dê umas dicas mais personalizadas. Eu sempre demoro mais do que gostaria pra responder, mas tento dar atenção pra todo mundo. É sempre uma honra e eu sempre me esforço em ajudar.

Dessa vez, o pedido veio da Mikaela, uma leitora que mandou textos pelo Facebook. A minha resposta ficou bacana e ela deu permissão para eu publicar por aqui. Espero que ajude mais gente.

Oi Mikaela,

Já estive aí no seu lugar, aguardando opinião sobre a leitura dos meus textos e sei como essa espera pode ser angustiante. Saiba que me coloquei aí no seu lugar durante toda a minha avaliação — li, avaliei e escrevi isso como gostaria que fizessem com um texto meu.

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