setembro20
Postagem especial de Segunda — com letra maiúscula mesmo — texto de autoria incidental de Claudio Brites, um irmão de letras e parceiro de roda literária que soltou o desabafo por email.
A bronca virou discussão — que rendeu agradecimentos especiais a Roger Brontops, por resgatar a anedota do mangusto — , artigo e, agora, publicação.
Enjoy.
Sobre aprendizes, escritores, autores e fuinhas
Eu estava falando isso com um amigo ontem, eu não gosto que me chamem de escritor.
O que eu escrevi? Alguns contos, aqui e ali. Grande merda.
Eu sou um professor que escreve, se bem que nem professor tenho sido, mas ao menos de formação é isso que sou. Até podem dizer que sou editor, mas escritor é uma meta, quem sabe.
É um estatuto muito delicado de atribuir. Que dirá a se auto-atribuir.
Tem blogueiro que já se acha escritor, ou melhor, tem muita gente que acha que é escritor só porque publica um conto, livro ou mesmo livros.
Sim, se alguém vive de escrever é escritor, no sentido lato, claro, mas é. Escritor de chapa de caminhão, ou de contratos, mas vive de escrever e tem todo direito de se denominar escritor.
Afinal, o cara vai preencher o que na ficha de crediário das Casas Bahia? Escrevente?
E o escrevente, de certa forma, também é um escritor. Da ação de escrever que trato aqui.
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