abril25
Autora de 19 livros de contos e quatro romances, Lygia Fagundes Telles cismou que seria escritora ainda menina. Diz, hoje, que a teimosia juvenil não rendeu boa escrita.
Para escrever, é preciso, antes, ler muito, criar parâmetros. A pressa faz muito mal ao escritor
Referindo-se a si, mas também aos jovens autores contemporâneos, ela diz:
Eles me parecem ainda mais ansiosos do que nós éramos. Ansiosos por escrever e por aparecer. E a ansiedade é o maior perigo para um escritor.
abril18
Sempre que surge algum daqueles profetas do apocalipse digital para os livros digitais, eu afirmo que os ebooks e a literatura digital ainda estão engatinhando. Todo mundo faz cara de susto.
Por mais inovadores que os ebooks e tablets possam parecer, a atual situação dos livros digitais e narrativas transmídia está para o cenário editorial, como a BBS estava para a internet. O iPad, mesmo com seu touchscreen e acelerômetros, está para o livro digital como aquele celular tijolão estava para o iPod.
Não acredita? Ok. Então sinta um cheiro das possibilidades que a simpática Jennifer Santos publicou no seu fantástico blog.
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março21
Os primeiros 10 slides são alguns dos melhores conselhos que eu já recebi nas oficinas e cursos pelos quais já passei. Já coloquei em prática todos esses e, pelo menos pra mim, resolveu bastante. Os restantes são provocações visuais.
Tem outras coisas bacanas no blog dos Escritores de Quinta.
fevereiro19
Pela data do registro, hoje é o “aniversário oficial” aqui do blog! Parabéns para nós e teria presente melhor do que a participação de um leitor do blog como autor? A postagem de hoje é assinada não por mim, mas pelo sagaz Rainier Morilla que postou essas dicas como um comentário aqui no blog que depois foram adaptadas para uma postagem completa. São dicas preciosas para qualquer aprendiz que se preze! Fiquem com ele!
6 Dicas para evitar o bloqueio criativo
Existe um problema que todo escritor — profissional ou amador — já enfrentou ou vai enfrentar. Sabe aquela vontade de pegar tudo o que você já escreveu e colocar fogo? Pois é, falta criatividade ou paciência para concluir aquele texto…
Já sabe do que estamos falando? Sim! Do temido bloqueio criativo! Parafraseando Edison Lobão, nosso querido Ministro de Minas e Energia, sobre o recente apagão “Não é um bloqueio, é uma interrupção temporária de criatividade”. Fiquem calmos!
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fevereiro10
É o dever da mente. Mentalizar, “mentar”, mentir.
Há uma enorme diferença entre ser um escritor de histórias ou uma pessoa comum. Como pessoa, você se compromete em manter a linha e até vacilar, mas sem sair por se debulhando em lágrimas pelas ruas, sem arrancar os motoristas grosseiros pela janela de seus carros, sem se balançar pelos galhos das árvores no caminho. Como escritor, é sua obrigação mentir e ver tudo na vida, ainda que ultrajante, como uma possibilidade interessante. Você pode precisar de ser impiedoso ou amoral em sua escrita para ser original. Contar uma história cruamente saída da vida real é apenas ser um repórter, e não um criador. Você tem que fazer a sua história maior, melhor, mais mágica, mais significativa do que a vida é, não importa o quão especial ou maravilhoso esse momento pode ter sido na vida real.
Citação de Rick Bass, escritor e ativista ambiental americano.
fevereiro1
Escrever, como ler, tem que ter, para mim, um componente de prazer estético, tem que ser um desafio intelectual. Porque, antes de tudo, escrevo para mim, escrevo histórias que gostaria de ler. Penso que uma história, para convencer o leitor, tem antes, necessariamente, que convencer o autor. Se me convenço de sua necessidade, se o que tento passar me comove esteticamente, talvez eu possa então comover o leitor, porque pode ser que haja ali uma verdade.
Passando rapidinho só pra deixar essa passagem do Ruffato que li na feérica coluna da Eliane Brum dessa semana.
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janeiro17
Bem-vindo ao primeiro ano do resto de sua vida de escritor. Que tipo de escritor você será este ano?
Você vai ter que escolher.
Pais, professores, amigos (e até certos blogueiros) despejarão em coro um conselho ao qual precisamos ouvir com muita clareza:
O sucesso — e tudo que o acompanha — é uma escolha que fazemos.
Se não está quebrado, não conserte, apenas melhore. Se não está funcionando pra você, procure uma dica e escolha fazer diferente. Saber a diferença é fundamental. Neste e em qualquer ano. Na escrita e na vida.
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dezembro23
Todo bom aprendiz de escritor já enfrentou o Demônio do Editor. Desde aquele aprendiz publicado e premiado com seu livro megablaster até o aprendiz que nunca saiu da gaveta e sequer mostrou seu texto para a mamãe. Não se trata do editor em pessoa — pelo menos não dessa vez — e sim daquela parte de nós que não pára nunca de analisar como se escreve. Ela fica sempre do nosso lado, acrescentando comentários do tipo “Sério que você está escrevendo isso?” ou “Vixe, não tem clichê demais aí não?”. Ah! Vamos lá, você o conhece sim! Quando ele resolve pegar pesado, pode rolar no chão e uivar de tanto rir enquanto arremeda o quanto nossos rascunhos são patéticos, nossos personagens melodramáticos e nossa trama sem pé nem cabeça. Nos seus dias ruins, ele simplesmente canta “Tire! Apague! Exclua!”
E mesmo assim continuamos a escrever. Lógico, comemos um bocado a mais de chocolate, bebemos muitas canecas de café e podemos até pegar o hábito de ranger os dentes de nervoso. Mas levantamos, sacudimos a poeira e continuamos a escrever. Por quê?
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