Dia Nacional do Livro 2008
Recebi da amiga Claudia Finamore um link sobre os 10 direitos imprescindíveis do leitor, sugeridos pelo escritor francês Daniel Pennac no seu livro Como Um Romance.
Tem coisa mais pertinente para o dia de hoje? Confira:
- O direito de não ler.
- O direito de pular páginas.
- O direito de não ler um livro inteiro, até o final, de capa a capa.
- O direito de reler, quantas vezes quiser.
- O direito de ler qualquer coisa, não importa o quê.
- O direito de acreditar nos livros (a quem sabe até ao bovarismo, uma doença “textualmente transmissível”).
- O direito de ler em qualquer lugar, não importa onde.
- O direito de ler uma frase aqui e outra ali, pulando de livro em livro.
- O direito de ler em voz alta e de contar histórias.
- O direito de não falar do que leu.
Inevitavelmente, fucei um bocado sobre o Mestre Pennac e sua filosofia em defesa da individualidade do leitor e vejam só o que eu encontrei no site do Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida:
O escritor francês Daniel Pennac em seu livro “Como um romance”, aborda um tema desconhecido no Brasil: os direitos do leitor. O autor lança um manifesto contra “a obrigação de ler”, postura esta que vem afastando os jovens dos livros, massacrados pela imposição de critérios que não respeitam principalmente a individualidade do leitor. Acredita que, se houvesse alguma liberdade no ato de ler, mais estudantes desenvolveriam o gosto pela leitura. E é nisso que o livro de Daniel Pennac vem acrescentar em regime de urgência urgentíssima no Brasil: as estratégias para garantir uma relação gostosa com a leitura e o exercício pleno dos direitos do leitor.
Lá, nesse mesmo link, também encontrei um trecho desse autor:
O homem constrói casas porque está vivo, mas escreve livros porque se sabe mortal. Ele vive em grupo porque é gregário, mas lê porque se sabe só. Esta leitura é para ele uma companhia que não ocupa o lugar de qualquer outra, mas nenhuma outra companhia saberia substituir. Ela não lhe oferece qualquer explicação definitiva sobre seu destino, mas tece uma trama cerrada de conivência entre a vida e ele. Ínfimas e secretas conivências que falam da paradoxal felicidade de viver, enquanto elas mesmas deixam claro o trágico absurdo da vida. De tal forma que nossas razões para ler são tão estranhas quanto nossas razões para viver. E a ninguém é dado o poder para pedir contas dessa intimidade.
— Daniel Pennac
Além disso, também encontrei lá longe, em Portugal, um documento com cerca de 20 páginas em sobre esses dez direitos. Não sei se são trechos do texto do autor, reflexões á respeito da ideologia dele ou qualquer outra coisa relacionada. De qualquer forma, está assinado por ele e como encontrei no site da Rede de Bibliotecas Escolares de Porto talvez seja legal. Separei pra ler.Talvez sirva pra vcs tb!
[...] no blog Aprendiz de Escritor um decálogo muito interessante feito pelo escritor Daniel Pennac. Os direitos do [...]
[...] Aprendiz de Escritor Ô layout demoraaaaaado… « Dia Nacional do Livro 2008 [...]
Oi! Vou citar esses 10 mandamentos em meu blog e te dar os créditos pelo achado.
Adorei o post e o blog!
Abraço
Deixo aqui a minha contribuição para incentivar a leitura.
Tudo é legal, poderá fazer o download sem cometer qualquer ilícito:
Espero ter ajudado.
Abraço,