Aprendiz de Escritor

Uma letra de cada vez...

Mercado: O vilão literário?

agosto10

O mercado, sempre em busca de um filão rentável, seria o grande vilão da literatura?

Não acredito que seja um problema criado pelo mercado. Na verdade, a literatura não escapa da síndrome da celebridade. Muitos autores buscam apenas celebrizarem-se como escritor, atendendo a um exercício de vaidade.

— Mario Sabino, em entrevista a Ubiratan Brasil

Não é uma condenação, pois todo artista quer ser conhecido e apreciado. Mas, às vezes, há uma ânsia em se escrever um romance. Para ser um bom escritor, acredito, é preciso ter calma e fugir do holofote.

Claro que é possível um jovem tornar-se um escritor, mas a juventude hoje parece mais infantil que na época de Rimbaud. Daí a necessidade de se esperar pelo momento certo para começar a escrever. Aquela entrega só é possível depois de se adquirir algumas cicatrizes na vida.

Será?

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2 Comentários sobre

Mercado: O vilão literário?

  1. Em 11 de agosto de 2009 ás 10:52 pm Ana Kelly disse:

    Haha, Sabino deu aquela alfinetada básica em algumas pessoas. Apesar de tudo não tiro o mérito de escritores jovens (os tais prodígios) que realmente produziram um material tão bom quanto de outros escritores “mais experientes e vividos”.

    O problema é que um escritor talentoso geralmente só recebe os devidos créditos depois que morre, e como hoje está na moda imitar Rolwing e ganhar sua própria saga cinematográfica e ser esculhambada por Sk…

    Sabe como é, tentador.

    Bem mais que morrer alcólatra e fumante inveterado, sozinho e carente no apartamento depois de milhares de crises existenciais – que segundo ele é que geram esses surtos criativos num escritor.

    É muito mais fácil ficar milionário, famoso e ser lançado no mundo todo. Ainda que sua “literatura” seja pior que aquela de banca de jornal estilo Sabrina D:

    Ah, curti o blog. Virei assinante /o/

  2. Em 14 de agosto de 2009 ás 1:34 am Brontops disse:

    Eu sei lá.

    Qdo James Joyce transformou Ulisses num dia comum de um sujeito comum, ele quis afirmar a impossibilidade de épicos e epopéias, de “Vastas Emoções e Pensamentos Profundos” no contexto moderno.

    Talvez seja por isto que gostemos de histórias de guerras, de crime, do fim do mundo, algo que destrua toda a aparência de segurança, conforto e comodismo, nos faça ter grandeza e não nos reduzir diante dos micros e encolher a barriga ao lermos revistas de saúde.

    (Você viu que nos EUA estão fazendo lipo de tornozelo?)

    Pra ser do jeito que o Sabino sugere, lembro-me de uma frase do Pirandello: “Ou se vive a vida, ou se escreve a vida”. Vai ver a dificuldade dos novos escritores é ver a vida como ela é.

Não será divulgado

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