O Modem de Pandora

Em dias de segundas vidas dignas de Vishnus hinduístas, mensageiros instantâneos que fariam Mercúrio comer poeira e de mares de informação que fariam a Biblioteca de Alexandria tremer na base, a internet revolucionou o arsenal de ferramentas humanas e, William Gibsismos à parte, está criando uma nova geração de seres humanos “cibernéticos”.

Hoje li dois artigos sobre isso, lá no Websinder. Entre os trechos que achei mais interessantes, seguem os da Maira Costa:

(…) se você tem menos de 30 anos, considere-se membro da geração mais estúpida da história.

(…)os jovens tem dificuldades em ler qualquer publicação com mais de 200 páginas e dificuldades de concentração. Normalmente desinteressados pela família, os jovens desta geração, quando estão em casa, estão fechados no quarto digitando em seu blog, postando fotos suas em suas redes sociais e fotoblogs ou falando no MSN, tendo uma vida direcionada especialmente às relações sociais com os amigos da mesma idade.

Agora a questão é: estamos de fato criando uma próxima geração de estúpidos ou a forma de aprendizado e convívio com as informações têm mudado com a internet?(…)

Depois do João Batista Ciaco

Arrisco até a afirmar que se aproxima um tempo em que a experiência de ser blogueiro será um diferencial competitivo entre os homens de negócios do primeiro escalão das grandes organizações. Ou, quem sabe, até mesmo uma exigência não-declarada. Pode até parecer uma afirmação precoce, é verdade, já que se tem, hoje, uma série de iniciativas bem mais prioritárias. Mas acredito muito nesta direção.

(…)

Por essas e outras influências, decidi ser um blogueiro. Antes que alguém diga que vou perder o carro da vez, decidi resolver uma eventual – ou futura – lacuna profissional investindo em habilidades pessoais. No mínimo para “ajustar o foco” e conseguir enxergar a blogosfera e o mundo 2.0 de dentro, sem tantos viéses.

Todos os dias é um exercício de criar conteúdo interessante. Por isso optei pelo estilo das conversas de portão, inspirado nos bate-papos das cidades pequenas, como aquela em que eu nasci, São João da Boa Vista, lá pelos lados da Serra da Mantiqueira.

Tudo isso tem sido uma experiência motivadora. Olho em detalhes, com visão de repórter e de bom prosador, os assuntos do marketing. (…)

Esse tipo de conhecimento tornou-se essencial. Pessoalmente, considero meu blog um ótimo caminho, e acredito que ele tem me garantido um bom aprendizado. Estar envolvido diretamente com os meios digitais faz bastante diferença e contribui para que possamos entender melhor a dinâmica das ferramentas. Ou, no mínimo, me possibilita conhecer novas pessoas (mesmo que virtualmente), fazer amigos outros, discutir assuntos comuns e, sem dúvida, construir experiências pessoais interessantes e motivadoras.

Na minha opinião, a internet se trata de um novo jeito de se comunicar. Ponto.

O mito da caverna platônica prova que esse papo de idiotização da massa não vem de hoje. Tudo na vida é equilíbrio e o livre-arbítrio é lindo assim, com cada um escolhendo o que quiser escolher. A internet torna as imbecilidades tão mais acessíveis do que as coisas edificantes que ela traz, portanto — assim como tudo nessa vida —  depende do ser humano fazer bom uso dela.

Pena que as nossas experiências nesse juízo não têm sido as melhores nem mesmo com coisas muito mais importantes que as mídias de massa.

“Deixa ver… Agora é só configurar a conexão…”

Odeio seres humanos.

2 comentários sobre “O Modem de Pandora

  1. Não se revolte, Minino!!!rs.

    Meu, você tem referências muito loucas… Hehehe. “O mito da caverna platônica”… Eu ouvi esse mito uma vez e achei que nunca mais fosse ouvi-lo novamente…

    Muito bom!

  2. Pedro,

    Sabe que esses malucos de toga aí da Grécia tinham umas coisas bem interessantes na manga!

    Meio maluco sim, mas útil. E nerd também. Mas essa parte eu sei que vc releva. He, he, he…

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