Aprendiz de Escritor

Uma letra de cada vez...

Poemillôr

março28

Quando eu era bem menino
Tinha fadas no jardim
No porão um monstro albino
E uma bruxa bem ruim.

Cada lâmpada tinha um gênio
Que virava ano em milênio
E, coisa bem mais perversa,
Sapo em rei e vice-versa.

Tinha Ciclope,Centauro,
Autósito, Hidra e megera,
Fênix, Grifo, Minotauro,
Magia, pasmo e quimera.

Mas aí surgiram no horizonte
Além de Custer e seus confederados
A tecnologia mastodonte
Com tecnologistas bem safados
Esses homens da ciência me provaram
Que duendes, bruxas e omacéfalos
Eram produtos imbecis de meu encéfalo.
Nunca existiram e nunca existirão:
uma decepção!

— “Poemeu” por Millôr Fernander

Postado como Nadaver
1 Comentário sobre

Poemillôr

  1. Em 4 de junho de 2012 ás 12:20 am Mauricio C. Dovanci disse:

    Parabéns pelo poema, como sempre tenho um carinho muito grande por poetas, embora gosto de escrever estórias, lembrando que também escrevo poemas. O senso crítico utilizado no poema é sensacional, e levantar qualquer crítica seria inveja, pois este está de ótimo para excelente. Simplesmente adorei o site por estar no meio compartilhando das mesmas dúvidas e idéias, e gostei muito do post que fizeram (Claudio Brites, editor da Terracota, dá suas dicas aos Aprendizes de Escritor!)

    Realmente nos atinge e faz refletir, é tão estranho que chego dar gargalhadas ao ver que suas soluções se encaixam perfeitamente no que esperamos; que são soluções verdadeiras e de quem realmente vivenciou dificuldades. Millôr Fernander – Parabéns

Não será divulgado

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