Poemillôr
março28
![millor_fernandes[1]](http://aprendizdeescritor.com.br/wp-content/uploads/2012/03/millor_fernandes1-150x150.jpg)
Quando eu era bem menino
Tinha fadas no jardim
No porão um monstro albino
E uma bruxa bem ruim.Cada lâmpada tinha um gênio
Que virava ano em milênio
E, coisa bem mais perversa,
Sapo em rei e vice-versa.Tinha Ciclope,Centauro,
Autósito, Hidra e megera,
Fênix, Grifo, Minotauro,
Magia, pasmo e quimera.Mas aí surgiram no horizonte
Além de Custer e seus confederados
A tecnologia mastodonte
Com tecnologistas bem safados
Esses homens da ciência me provaram
Que duendes, bruxas e omacéfalos
Eram produtos imbecis de meu encéfalo.
Nunca existiram e nunca existirão:
uma decepção!
— “Poemeu” por Millôr Fernander



Parabéns pelo poema, como sempre tenho um carinho muito grande por poetas, embora gosto de escrever estórias, lembrando que também escrevo poemas. O senso crítico utilizado no poema é sensacional, e levantar qualquer crítica seria inveja, pois este está de ótimo para excelente. Simplesmente adorei o site por estar no meio compartilhando das mesmas dúvidas e idéias, e gostei muito do post que fizeram (Claudio Brites, editor da Terracota, dá suas dicas aos Aprendizes de Escritor!)
Realmente nos atinge e faz refletir, é tão estranho que chego dar gargalhadas ao ver que suas soluções se encaixam perfeitamente no que esperamos; que são soluções verdadeiras e de quem realmente vivenciou dificuldades. Millôr Fernander – Parabéns