“Quero ser escritor, mas não consigo editar. Que fazer?”
Esse post nasceu nos comentários aqui do blog. Quem frequenta o blog sabe que eu respondo todos os comentários, sem exceção. Adoro quando alguém me escreve um comentário (seja crítica, elogio ou só um “Olá! Li seu texto!”) e acho questão de respeito retribuir com algumas linhas de atenção.
Daí eis que eu entro feliz para mais uma manhã de respostas aqui no blog e topo com a seguinte pergunta:
Já estou no quinto livro de ficção, mas ainda não consegui editar nenhum. Um colega fez até me fez um exemplar, com capa e tudo que, hoje, já está corrigido e até registrado. Apesar de ter mais de cento e trinta páginas, sinto que consigo escrever livros mais grossos, mas sem dinheiro para edição fico desanimado, o que fazer?
Peço licença ao José para transformar a dúvida dele em postagem justamente por já ter respondido essa pergunta várias vezes — por aqui e fora daqui também. Ela é recorrente em oficinas literárias, rodas de conversa entre escritores amadores e já apareceu até nos emails que eu recebo por causa do blog.
Segue a minha resposta:
José,
Vai soar estranho, mas publicar é o de menos. O primeiro passo pra qualquer aprendiz de escritor é escrever. Escreva muito e reescreva ainda mais.Tem um livro famoso chamado Fora de Série: Outliers do jornalista britânico Malcolm Gladwell que defende a teoria das 10 mil horas: treine 3 horas por dia durante 10 anos e, aí sim, você pode se considerar um cara fora de série nessa tarefa. E convenhamos, você só vai querer publicar depois que já estiver (ou estiver ficando) fera nas letras, certo?
Claro que toda regra tem suas exceções — o livro explica que muitas pessoas se beneficiam mais da prática do que as outras. Entretanto, ninguém encontrou ainda um caso em que a excelência para ser considerado “gênio” tenha sido alcançada em um prazo menor. Parece que o cérebro precisa desse tempo para assimilar o que é necessário para atingir esse grau de habilidade.
Além disso, o Malcolm é um cara renomado (colunista da The New Yorker, escritor de outros livros bem bacanas) e o estudo envolveu diferentes pesquisadores, (neurocientistas e psicólogos) e vários tipos de pessoas “fora de série” (músicos, matemáticos, esportistas, escritores e assim por diante). Vale a pena tentar!
Pratique bastante, envolva-se com outros escritores e no mundo da literatura. A publicação é consequência.
Eu teria quilos de exemplos pra listar com autores que acabaram publicando sem precisar se esforçarem tanto em publicar quanto já tinham se esforçado muito em escrever algo bacana, mas deixo a questão em aberto pra pensarmos a respeito.
E você, o que acha disso? Deixe seu comentário!


Ahhhhh, escrever é tão bom! Mas acho que acaba se tornando uma consequencia inevitável a questão de querer publicar / editar um livro. Quando a gente faz algo que gosta, quer logo ter um resultado palpável, e nem estou falando do retorno financeiro que publicar um livro traz.
É como um filho que se desejou a vida inteira, sabe?? Tenho um pouco disso comigo também, ainda mais agora fazendo o PCL, parece que tudo é mais intenso, mais ansioso!!!
Bêju procê, sumido…
Já passei por isso. Ter um bom texto pronto mas não ter como publicar. Com o tempo conheci algumas editoras e assim consegui publicar sem pagar pela edição. Acredito que essa é a parte mais difícil do caminho, separar entre editoras que apenas querem cobrar para publicar seu livro (fuja disso) das editoras tradicionais que avaliam realmente o potencial da obra e investem nela (como foi meu caso com uma editora). Agora, nem tente ficar batendo na porta das poderosas, o volume de obra é muito grande e o tempo demandado será proporcional. Editoras pequenas e médias com boa penetração no mercado é melhor. Eu recomendo a novo século, a brasport, parêntese e a novo conceito.
Oi! Seu blog me foi indicado por uma amiga. Na verdade, este post precisamente.
Quanto ao post, não tenho cinco livros escritos, como o José, mas óbvio que vontade não falta. Acredito que ideias são como rios, fluem muito rapidamente e com a constância que o nosso envolvimento nos proporciona. Ideias não me faltam, mas o meu problema é registrá-las. Caderninhos, pra mim, não funcionam direito… enfim, fugi ao tema
Retornando… Acho que o melhor conselho é mesmo a prática; acredito que a angústia do José tem muito a ver com aquela vontade intensa que todo escritor, amador ou não, tem de ver sua história publicada, lida e, com sorte, admirada.
Minto se eu disser que não tenho a mesma vontade, mas pessoalmente escrever é mais um hábito atualmente. Depois de algum tempo sem escrever, e voltando à prática recentemente, me vejo na obrigação de dizer que escrever, antes de tudo, tem de ser uma atividade que gere contentamento.
Infelizmente, percebo que muitas pessoas não veem o ato de escrever como uma diversão, mas uma simples atividade rentável caso a história contada proporcione sucesso. Conheço algumas pessoas que publicaram seus livros e acompanhei seu sofrimento, não sei se eu conseguiria me impor uma pressão dessas, afinal como é possível escrever com a pressão da necessidade de publicar?
Espero que o amigo José consiga publicar e ter sucesso.
Quanto a mim, se conseguir um comentário em qualquer coisa que eu escrevo por aí, já estarei feliz por hora!
Bia,
Olá paceira! Seja bem vinda ao Aprendiz!
Não há dúvida nenhuma que o desejo de publicação quase sempre é decorrência invevitável do ato de escrever. Entretanto, seu comentário levanta dois tópicos importantes:
1. O ato de publicar é decorrência do trabalho de escrita?
2. A publicação (como materialização do trabalho literário) é a apoteose do escritor?
Mariana
Obrigado pelos elogios e seja sempre bem vinda ao blog.
Tentei visitar seu blog, mas parece que o link que você incluiu aqui não está funcionando:
http://odiariodajovemescritora.blogspot.com/
Me passa o endereço certinho pra que eu visitar seu cantinho!
Leandro,
Me arrisco a dizer que essa “estratégia literária” na divulgação do próprio trabalho é tão fundamental para ao suceso na carreira de escritor quanto o talento e a dedicação para escrever.
Esse assunto dá pano pra muita manga, mas seu comentário foi de extrema pertinência.
Está cheio de gente que usa essa ânsia de publicar (sobre a qual a Bia falou no comentário dela, mais acima) para ganhar uns trocados. Está errado? Depende.
Eu diria que se você pretende pagar pela sua publicação, faça isso conscientemente, como parte da sua própria estratégia literária.
E vocês, o que acham?
Elizabete,
Pelo tamanho do seu comentário, você gosta mesmo de escrever! Seja MUITO bem vinda ao Aprendiz!
E não é é só pelo tamanho, você disse tanta coisa bacana que daria pra fazer uma postagem inteira! Vou tentar ser breve:
Sobre o registro de idéias
Concordo e reforço que melhora quando é prazeiroso por si só. Escrever para publicar é uma pressão que me atrapalha.
Sobre conseguir opiniões
Eu escolho muito bem pra quem eu mostro meus escritos. Eles são a minha arte e eu coloco minha alma neles. Só os mostro quando estou preparado para receber críticas e elogios com elegância e, principalmente, quando me sinto capaz de armazenar e filtrar os comentários da pessoa pra quem os estou mostrando.
Se eu faço isso, lógico que eu aconselho você, Elizabete, a fazer o mesmo!
Verdade pura! Eu li uma entrevista com o Eric Novello, e ele disse algo muito parecido com esse post: Escrever é reescrever!
Gostaria de informções sobre cursos para escritor. Gostaria muito de fazer um.
Obrigada,
Sandra
Olá, finalmente consigo postar aqui…adorei a postagem. Eu comecei a escrever tem pouco tempo, nenhum livro completo, e me preocupo muito se a minha história é boa ou não. Estou terminando um conto infantil, mas já tenho muitas idéias para escrever…se editar é o de menos, espero estar no caminho certo…e ter paciência. Até alcançar maturidade suficiente para ser considerada uma boa escritora…é preciso percorrer um longo caminho. Abraço!
PARA SER UMA ESCRITORA PRECISO SER FERA EM PORTUGUÊS?
PARA LANÇAR UM LIVRO DE UM DETERMINADO TEMA PRECISO FAZER PESQUISAS? QUAL O PROCEDIMENTO?
BJSSSSS
Há um tempo, eu li em algum lugar que os escritores não poderiam jogar pingue pongue, porque a bolinha inevitavelmente gravitaria ao redor do seu umbigo. Achei o comentário engraçado na época e hoje me dou conta de que, embora isso acabe por não acontecer, há um pouco de verdade em tudo isso aí.
Quando escrevemos, colocamos, de fato um bom pedaço de nós no papel. Isso gera angústia, porque no final das contas, todo mundo quer ser aceito. E acho que a publicação funciona meio que como um aval (pelo menos no meu caso). Porque se um editor aceitou o risco de por sua história encadernada e pronta para ser consumida, é porque ele acredita que ela seja boa. Ainda não consegui o ISO, mas tenho tentado. Vai que uma hora dessas eu acerto na medida..
Parabéns pelo blog. Gostei muito do conteúdo. Seguindo já.
Abraços
Parabéns pelo blog! Adorei e já está na minha lista de favoritos!
Abraços!
Vinicius,
É a mais pura verdade. E quer saber? Mal dá pra saber qual é a parte mais gostosa!
Sandra,
Eu costumo postar várias dicas de cursos lá pelo meu Twitter. Como não sei de que lugar você está falando, vou aconselhar a você o mesmo curso que eu faço: o Prática de Criação Literária pela Terracota.
Aline,
Olá! Do Twitter direto pro blog não é mesmo? Seja bem vinda!
Bom, sobre a sua preocupação, ele é legítima. No entanto, ela é perigosa nos primeiros passos. Tome cuidado pra que isso não comece a atrapalhar seu processo criativo, ok? Lembre-se de deixar o “espírito de editor” de lado quando estiver criando e só entregue sua obra a ele quando o autor tiver terminado a primeira etapa completa, ok? Aconselho por experiência própria.
Glaucia,
Do mesmo jeito que prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha não fazem mal a ninguém, posso te dizer que gramática, pesquisa e capricho também não vão atrapalhar a sua carreira como escritora não.
Já sobre escrever uma história, o procedimento é bem simples. Pablo Neruda diz que você começa com letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias.
Brincadeiras a parte, existem muitas técnicas sim. Aconselho uma boa oficina literária pra começar. Se estiver em São Paulo, aproveite a dica que eu dei pra Sandra: venha ser minha colega no curso de Prática de Criação Literária pela Terracota.
Fernanda,
Adorei a história do ping-pong!
Retribuo com outra: tenho um amigo desses comediantes, sabe? Bom, ele sempre diz que se você acha graça numa piada, basta procurar que um dia você encontra outras pessoas que também vão achar. Só não espere que todo mundo ache a mesma graça que você, pois o segredo de uma boa piada é saber como, quando e pra quem contar.
Isso me ensinou muito sobre publicação. Faz sentido pra você?
Obrigado pelos elogios e seja bem vinda ao blog!
Meiry,
Obrigado pela visita, pelo elogio e principalmente pela atenção. Seja bem vinda e não deixe de dar seu “oi” sempre que ler um artigo, ok?
construi uma historia muito legal , uma comedia romantiaca , e estou com dificuldade para editar essa historia ,sao muitos personagens em cinco capitulos ,sem falar da preguiça de passar a limpo as 45 paginas
Edjan,
Se você já está sendo vencido pela preguiça nas primeiras 45 páginas de revisão, acho melhor você repensar esse hobby.
Pra ser escritor você vai precisar de MUITO mais do que isso. Força rapaz!
Oláa, só queria dizer que acho muito bacana mesmo que os comentários sejam respondidos! Isso motiva quem está em conflito aqui do outro lado.
Eu sou aprendiz de escritora, mais não tenho contato com muitas pessoas que possam me orientar. Por isso acho que estou aprendendo comigo mesma, rs. E com o tempo, claro.
Quero escrever, adoro escrever, queria viver disso.
Mas o que fazer quando bater aquela insegurança de que sua história é patética e não passa de uma novidade antiga?
Tenho a impressão de que o que escrevo só significa algo pra mim, ninguém vai conseguir sentir nada quando ler. E de que mais vale escrever senão fazer com que as pessoas sintam alguma coisa?
Bruno, parabéns pelo blog. Em meio a tantas bobagens que a gente encontra pela internet, é muito bom encontrar um “lugar” onde possamos aprender uns com os outros e trocar ideias sobre o fascinante mundo da literatura. Continue com as postagens. Até mais!
Primeiramente quero dizer que acabei de conhecer o blog e achei muito interessante e inteligente, parabéns.
Minha duvida é simples e talvez até boba, mas ai vai: quantas paginas em média define um romance bem feito?
Amanda,
Primeiro, seja bem vinda. Responder os comentários me diverte tanto quanto escrever no blog. A troca enriquece a postagem com outras experiências e torna esse blog único. É muito bom contar com cada uma das opiniões deixadas aqui. O mínimo que eu poderia fazer é respondê-las, não é mesmo?
Visitei o seu blog e encontrei postagens incrivelmente sensíveis É louvável que você seja assim tão delicada. Certamente essa será uma das suas maiores armas na sua jornada como escritora. Parabéns. Sozinha ou acompanhada, você está se saindo muito bem.
Sobre sua insegurança, ela é natural e muito bem vinda até. O medo vai fazer com que você lapide bem o seu texto e faça dele uma verdadeira obra de arte. E arte é isso: aquilo que provoca, que faz sentir alegria, tristeza, raiva, medo. Arte é tudo aquilo que provoca à vida (com craze mesmo).
O importante é conhecer a hora de vencer o medo e navegar, afinal os navios estão seguros quando ancorados num porto, mas eles não foram feitos pra isso, foram?
Sua visita e seu comentário já são a prova que vocês está no caminho certo.
Ciro,
Obrigado pelos elogios, pela visita e pelo comentário. Esse espaço não seria tão bacana sem a presença de vocês. Seja sempre bem vindo.
Vilson,
Não se prenda ao número de páginas. Um romance bem feito é aquele que deixa seu leitor satisfeito. Escreva o que você gosta e estenda o quanto você quiser. Agrade a si mesmo em primeiro lugar. Depois edite, revise e lapide. Mostre a alguns leitores beta, escolhidos com carinho e inteligência, e ouça cuidadosamente suas opiniões. Reescreva, edite, alongue, acate, descarte e pronto.
Seja sempre bem vindo, Vilson.
Bruno, muito obrigada também pelos elogios e por ter deixado comentários no meu blog, essa troca enriquece mesmo, como você disse.
Que bom saber que essa insegurança não é prejudicial, muitas vezes deixo de escrever pensando que estou sendo ‘patética’, vou procurar encarar isso como algo bom, tentando melhorar meu texto em vez de desistir dele.
Obrigada pelas palavras e pelo conforto trazido por elas.
Continuarei visitando o aprendiz de escritor.
Oi Amanda,
Isso mesmo, continue usando seu medo como arma e nunca deixe ele te ferir, ok!?
Seja sempre bem vinda!
Queridos amigos,
Boa Noite.
Estava passando e resolvi fazer uma visitinha nesse site. Mui interessante achei.
Sou escritora, escrevo desde os treze anos de idade.
Sucesso…
BJs
Seja sempre bem vinda para ler e comentar Merari. Obrigado pela visita e deixe as letras viverem dentro de ti.
olá adorei seu blog parabéns!!!
eu gostaria de saber se você poderia me ajudar a achar uma editora boa para publicar meu livro, tenho 15 anos, mas adoro escreve, ja fui criticado e a critica fez eu crescer ainda mais, e agora sei que estou pronto para publicar uma obra que fiz.
Oi, adorei seu website. Eu gostaria de lhe pedir um conselho.
Eu adoro escrever, e se nota isso desde quando estava na segunda série. Hoje eu tenho 16 anos e escrevo um livro do gênero fantasia em estilo: “As Crônicas de Nárnia”.
Eu gostaria muito de publica-lo, pois seria algo novo na literatura brasileira; mas não tenho condições de contratar uma editora comercial. Eu gostaria de publica-lo por uma editora prestadora de serviços, mas tenho medo de perder meus direitos autorais. Eu não sei como registra-lo. Seria melhor eu arriscar publica-lo sem qualquer registro que o livro seja de minha autoria ou devo registra-lo? Se devo registra-lo, como faço isso? E qual o melhor tipo de editora para meu caso?
eu tenho 11 anos,ja fis 3 livros nao editados mas eu qro me superar q q vc me responde so tenho 11 anos lembren-se 11
gostaria de saber qual processo de publicar um livro, e quanto os valores a pagar para lançamento.abraço espero resposta
o que posso fazer para convencer as editoras de publicar um livro? É pq é tão dificil eles dar uma chance para alguém novo e não conhecido………
ÓLÁ MEU NOME É MARCEL ESREVO MUITO BEM TENHO IDÉIAS GENIAIS MAS NÃO SEI POR ONDE COMEÇAR PARA QUE AS PESSOAS POSSAM VER MEU TRABALHO SOU ESCRITOR QUE VISA A LITERATURA BRASILEIRA ESCREVO CONTOS, FABÚLAS, ROMANCES E POEMAS QUE TODO MUNDO QUE LÊ SE ENCANTA MAS QUERO AJUDA DE VOCEIS PRA ME ORINETAR SOU UM JOVEM SIMPLES E NÃO SEI POR ONDE OU QUAL CAMINHO SEGUIR ME AJUDEM POR FAVOR.
meu nome é Cecilia não sou escritora mais sou muito criativa gosto de por no papel tudo o que imagino .gosto mais de escrever fatos da atualidade , procuro relata fatos como: falta de oportunidade problemas com droga e outros quando escrevo aventuras também gosto de ilustra.
acredito que posso investir nisto mais não sei por onde começa.
Sou novo no ramo de escritor , estou escrevendo um livro sobre algo que ainda não vi , mas acho que deve causar um grande impacto se ele chegar a ser editado,tenho vontade de mostrar ao brasileiro , a maneira que ele ve as coisas , estou procurando fazer a diferença.
tenho o mesmo problema, pois escrevi um livro sobre Daniel biblico: tendo como titulo: desvendando os segredos de Daniel; só que não tenho recurso para editar. sera que alguem pode me ajudar?seio tambem que é muito bom, pois a maiorias das pessoas não entende Daniel e pela graça de Deus, ele me fez entender. não me preocupo teologias preconcebidas, porém, exclusivamente com a palavras de Deus. porque tem muitas pessoas que esverve so´por escrever, este não é o meu caso; escrevo com devido cuidado que a palavra de Deus merece. sem preconceito religioso.
bravo! por voce nos abrir este espaço para nós poder nos expresar
Gostei muito daqui.
Sentado, em frente ao computador, cercado de papéis e processos, em cujo interior encontram-se os mais diversos e desinteressantes assuntos, resolvi navegar pelo mar – muitas vezes inóspito – do ciberespaço. “Escritórios não me bastam”, repito de mim para mim. As rotinas administrativas, na verdade, não passam de processos mecânicos que, assim como acontece com todos os procedimentos de mesma natureza, acabam se transformando numa angústia infinda, para a qual não encontramos fundamento. E, em verdade vos digo, não há!
Perdoem-me pelo desabafo. Sou somente um servidor público entediado, que acabou encontrando – como havia escrito, antes de começar a digredir – um espaço para compartilhar minhas aflições, tristezas, ambições, anseios; um ambiente virtual capaz de ligar pessoas que têm sede da mesma água e buscam se fartar do mesmo alimento. Em outras palavras, o néctar e o manjar que somente a Literatura é capaz de nos oferecer.
Chris Santos, gostaria de compartilhar mais alguns desabafos?
A escrita é uma terapia, faço uso constante e controlado. O único problema é que as vezes me entedio de praticá-la sozinha, então quem sabe em recompensa de te ler, você também não me lerá?
Enfim, aqui vai meu email (mandinha-mg@hotmail.com) para qualquer contato quando os processos em sua mesa estiverem te lembrando o quão preto e branco é o mundo e em uma tentativa de fuga você queira: simplesmente escrever.
Eu fiz uma história, que diz respeito a amigos e que se torna um romance meu sonho é poder editar para que todos possam conhecer. Eu adoro escrever, me sinto bem quando escrevo o que as vezes não consigo mostrar. Me ajudem por favor, é o meu sonho esse
Olá, muito boa noite! Como você mesmo escreveu, sobre elogiar, criticar, ou dá um simples “oi” !
Aqui, estou te pedindo uma ajuda, e percebei que não poderia ser ninguém melhor do que você pelo pouco do que li seu perfil!
Quero ser considerado um bom escritor! Escrevo coisas que muita gente que acessa o site gostam. Embora não seja (escritor), e erre gravemente em alguns casos de ortografia, tenho os mínimos cuidados de não publicá-los sem que antes passe por correções ortográficas facilmente cedido pela própria internet.
Também não sei como é ser um. Gostaria de um norte, mas no fundo, o que gostaria é de saber se você poderia detectar algum dom ou talento, com uma simples leitura de alguns de meus “pensamentos” expostos neste link: http://www.pastorfernandomacedo.com.br/?p=1308
Ficaria muitíssimo lisonjeado, e extremamente feliz com sua resposta e observações.
obs: Salvei sua página como “página inicial”!
Um abraço
Fernando Macedo
Olá Fernando,
Primeiro, obrigado pelo carinho e atenção. Sei como é estar nessa condição, à deriva no mar editorial, mas fique calmo. Pelo pouco que vi no seu site e nos seus textos me parece que você está seguindo um ótimo caminho.
O seu.
A minha primeira dica é que você mantenha isso. Continue escrevendo e sendo fiel a si mesmo. Tem funcionado muito bem comigo.
É importantíssimo ter ótimas referências, ler, se relacionar, pegar dicas e questionar muito. Ter um repertório amplo é o primeiro passo para enriquecer sua arte, mas trilhar seus passos pensando em ser considerado um bom escritor é, na minha opinião, um objetivo inicial bem traiçoeiro. Não há como “medir” talento nem apelo de mercado. Ser um bom escritor envolve um misto de tino, dedicação e sorte. Está mais para uma consequência do que para um patamar.
Se eu posso dar uma dica, sugiro uma pequena mudança nesse paradigma que pode fazer uma boa diferença tanto na sua produção quanto na sua trajetória: desejar se considerar um bom escritor.
É muito importante você garantir que está fazendo o melhor que é capaz. Essa meta também acaba envolvendo a opinião do outro, mas está focado em algo que fica muito mais próximo da sua esfera de controle: você mesmo.
É um ótimo começo.
Bruno,
Com toda sua delicadeza, cuidado atenção e acima de tudo sinceridade, nas dicas, nas orientações e observações, me fizeram bem a alma!
Vou continuar e seguir seu precioso conselho, obrigado por ter criticado “o que escrevo no site”, para mim foi uma honra! Muito mais ouvir que estou no caminho!
Espero em breve, está compartilhando com você boas novas!
Realmente é muito bom escrever!! Queria muito poder trabalhar como redatora de uma revista infantil e/ou outros. Realmente é difícil conseguir editar um livro. Trabalho em uma área totalmente diferente, mas adoro a língua portuguesa e gosto demais de escrever, mas infelizmente é difícil conseguir emprego nesta área. O que vocês acham a respeito?
Oi Verônica. Emprego é difícil em qualquer área né?
Entretanto, para entrar na área de escrita é preciso mudar um pouco o paradigma e estar preparado para enfrentar um grau de incerteza um pouco mais alto que uma vaga com carteira assinada é capaz de oferecer. Redatores geralmente começam como freelancers até conseguir espaço fixo dentro de uma revista. Antes disso, eles precisam se destacar e costumam trabalhar para diversas fontes, contribuindo com revistas, jornais, blogs e sites diversos. Isso exige muito tempo de pesquisa e dedicação. É uma carreira complicada por estar “fora do padrão”.