Web 2.0 vs. Diluição de Conteúdo: Round 1
O artigo do Nepomuceno no Websinder não tinha nada a ver com isso, mas como ultimamente tenho pensado muito à respeito, é provável que, por algum motivo bizarro, eu tenha relacionado as duas coisas para me obrigar a refletir à respeito.
Se liga só:
(…) o blog será o que é hoje o nosso HD, com a possibilidade, a gosto de cada um, de poder escrever também suas experiências, como estou fazendo aqui (…)
Usando este espaço para reflexão, possíveis interações e documentando idéias que, talvez, se não tivessem sendo colocadas em rede, se perdessem no dia-a-dia.
Por fim, o que vale agora é a nossa capacidade de pensar, se articular e transformar tudo isso em algo de valor.
Desse finalzinho, trago três reflexões pra cá:
- Eu já uso meu blog dessa forma que ele cita — para armazenar informações, opiniões e reflexões no ciberespaço, um lugar onde eu posso pegá-las sempre que quiser. Talvez tenha sido apenas eu tentando me acostumar com a minha memória relâmpago ou o fato de eu não ter uma casa fixa ainda (sim, ainda…), mas resolvi usar o Aprendiz de Escritor como um repositório de coisas que eu posso querer ler, fuçar ou refletir à respeito independente de onde eu esteja — e, é claro, desde que eu me garanta um acesso à internet no fim de mundo onde eu for me enfiar. O LPI é uma prova autêntica disso. e têm funcionado, muito bem, por sinal.
- Depois, meio ingenuamente até, acabei descobrindo que o blog também servia como ferramenta de discussão, divulgação e colaboração. Hoje em dia eu também uso ele pra isso e não consigo imaginar como (talvez um dia) eu ganharia dinheiro diretamente com um blog sem usar esse raciocínio, nem que seja para começar a pensar num outro jeito de fazer isso. Acho que é como aquele lance de andar de bicicleta (que só se aprende fazendo e nunca mais se esquece por completo) e do pulo do gato (que todo gato sabe, mas nenhum gato sabe ensinar pro outro); você só entende o que isso quer dizer de verdade quando mete a mãozona na massa e se meleca até os ossos com esse negócio de blogs, sites e hipermídia.
- Recentemente, um evento numa outra esfera da minha vida profissional me fez refletir violentamente à respeito dessa necessidade de pensar e articular de forma clara/interessante/divertida/objetiva no ciberespaço. É realmente incrível como o mundo dá voltas velozes na Idade Mídia. Ás vezes, chego a pensar que tudo faz parte de algum tipo de processo de seleção natural. Sim, é algo cibernéticamente macabro e eu estou parando por aqui (mas não pensem que se livrarão disso assim tão fácil).
Em suma, nada a ver com o artigo do Nepuceno. Mas eu avisei.
Além de escrever no Websinsider (um dos melhores informativos em português à respeito de web comercial que eu conheço), descobri que o Carlos Napomuceno também tem um blog bem legal, o Cnepomuceno. Vou fuçar um pouco nele, em breve, vocês certamente verão alguns links de lá no LPI.
Nos meus centavos sobre a semântica e colaborativismo na esfera profissional, eu somaria mais concretivismo, objetividade e conflito à discussão. Essa postura profissional pró-ativa e coletiva que o Carlos defende no mundo virtual nada mais é do que um reflexo do que as pessoas bem sucedidas fazem no mundo real, de carne e osso mesmo. Trabalho de equipe, boa vontade e respeito ao próximo são qualidades que não são valorizadas apenas no mundo virtual — e não apenas na esfera profissional também!
Também gosto muito dessa idéia de pregar a distribuição coletiva de conteúdo e de conciliar produção profissional com enriquecimento de material cibernético, mas senti falta de exemplos mais táteis ao público, além do Blue Pages na IBM (tanto que o primeiro comentário é justamente á respeito disso). Não conheço muita coisa de sucesso além desse exemplo e não sei se conheceria se não tivesse trabalhado dentro dessa companhia.
Fora isso quero terminar colocando aqui algo que, potencialmente, ainda vai dar muito o que falar aqui no blog: toda essa pregação sobre colaborativismo e semântica têm gerado uma outra discussão, a diluição de conteúdo pela web. Ainda sou faixa branca nesse assunto, e não sei como uma coisa pode levar à outra, só sei que leva. Tudo o que me vem a mente é que o equilíbrio é a chave do universo.
Não entendi absolutamente nada! (Um pouco, vai… mas muito pouco…)
Bruno,
Acho que seu blog é o HD mesmo que agora sai da máquina e vai para a rede. A diferença, como você notou é que ele deixa de ser exclusivo seu e gera a possibilidade de estar articulado com outros.
Isso tudo bem feito dentro de uma empresa, vai fazer grande diferença.
Valeu pela citação, comentários e links…
Abraços,
Nepô.
A coisa que eu mais gosto na net é essa questão da distribuição coletiva (e gratuita) de conteúdo.
Pedro,
Alguns dias depois que eu escrevi esse post (que, originalmente, era pra ter sido um comentário ao artigo do Nepomuceno), eu me dei conta que eu tinha escrito algo muito voltado pra área de web. Contudo, não é de hoje que eu publico coisas sobre a utilização de blogs aqui no Aprendiz (veja aqui, aqui, aqui e aqui), então, nem esquentei.
Se quiser, você pode deixar suas dúvidas aqui para que eu tente solucioná-las. È possível que elas sejam as m esmas de muita gente que acabou lendo toda essa confusão tecnicista que eu escrevi aí em cima.
PS: Achei engraçado que, enquanto eu resgatava esses links sobre blogs para incluir aqui pra ti, encontrei algumas opiniões que teci à respeito da web as quais eu já preciso incrementar com algumas das leituras e pesquisas que andei fazendo sobre a influência do ambiente da rede mundial na vida das pessoas.
E descobri que eu sou meio xiita quando eu falo sobre massificação da mídia. Deve ser porque eu escrevo enquanto desforro a raiva da hora.
Nepô,
O mais incrível é que, nossos artigos, comentários e essa breve interação que geramos já é mais do que um belo exemplo da cooperatividade, incentivo e enriquecimento que essa utilização dos blogs pode trazer pra dentro de uma empresa.
Imagina só o tremendo banco de dados que isso pode gerar com um planejamento caprichado prévio?!
Seja bem vindo aqui no Aprendiz!
Dani,
A distribuição coletiva e gratuita contrasta com a diluição de conteúdo de qualidade em mídias esparsas (e até desconhecidas) e com a proliferação de conteúdo de utilidade nula (e até repugnante, como pedofilia).
Obviamente, gosto e defendo esses dois aspectos e defendo a liberdade na internet com unhas e dentes, só acho que devemos estar cientes dos dois lados da balança para saber como atingir a chave do universo: o equilíbrio.
A liberdade de um termina onde começa a do outro, é ou não é?
Pedro,
Blogo, logo existo!
Daria uma boa camiseta na camiseteria, não?
Vou ver se crio lá.
Abraços,